Rogério Marinho diz não ter provas de fraude eleitoral citada por Flávio Bolsonaro em carta
Redação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (28) que não há provas que sustentem a acusação de fraude eleitoral feita pelo próprio candidato derrotado em uma carta divulgada nas redes sociais. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou a jornalistas, no Senado Federal.
Marinho tratou o texto como uma espécie de desabafo e afirmou que a versão definitiva da carta apresenta Flávio como “líder” da direita no país. Uma primeira versão, publicada na rede X, o descrevia como “verdadeiro presidente eleito” e foi apagada cerca de meia hora depois. O senador atribuiu a mudança a um possível problema na confecção do documento e disse que Flávio, pela votação que obteve, é hoje a maior expressão da direita brasileira.
O parlamentar também comentou a decisão de Flávio de deixar o país. Segundo a Agência Brasil, a Polícia Federal informou que ele cruzou a fronteira com a Argentina na terça-feira (27) e embarcou em um avião particular rumo aos Estados Unidos. Marinho avaliou que, no Brasil, o aliado teria dificuldade de exercer o papel de líder da oposição, e disse esperar que não haja intervenção estrangeira em assuntos internos brasileiros.
O PL reconheceu a vitória do presidente Lula no segundo turno, realizado em 25 de outubro, e o TSE já havia declarado o resultado. Lula teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Nesta quarta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a eleição transcorreu com absoluta normalidade.
Fonte: Agência Brasil