Presidente do Banco Central critica empresas que pressionam por acesso ao Fundo Garantidor de Crédito

Redação 14 de ago. de 2026 2 min de leitura
Leia Contexto Redação

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) o movimento de empresas — muitas de pequeno e médio porte — que buscam autorização para atuar de forma semelhante a bancos, se apoiando nas garantias do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sem, no entanto, apresentar ativos suficientes para sustentar esse tipo de operação. Segundo ele, esse comportamento não é desejável e precisa ser coibido pelos órgãos reguladores.

Galípolo explicou que essas empresas de intermediação acabam competindo com os grandes bancos em condições mais frágeis, oferecendo regras mais brandas de captação, prazos maiores e menos garantias reais. Para o presidente do BC, isso aumenta o risco sistêmico, já que o FGC funciona justamente como uma rede de proteção para conter corridas bancárias em caso de quebra de instituições.

As declarações foram feitas durante evento que celebrou os 30 anos do FGC, fundo criado em 1995 para dar segurança a pequenos investidores no início do Plano Real. Atualmente, o fundo garante reembolsos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de falência de uma instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Galípolo também citou o caso recente do Banco Master, cujas fraudes levaram o FGC a desembolsar cerca de R$ 40,6 bilhões para cobrir garantias de 1,6 milhão de credores — o que forçou um plano emergencial de recomposição de caixa, com aumento de até 60% nas contribuições das instituições associadas ao fundo.

Fonte: Agência Brasil