Parques municipais de Diadema enfrentam queixas de abandono e insegurança
Redação
Os parques municipais de Diadema têm sido alvo de reclamações de moradores sobre falta de manutenção, insegurança, vandalismo e problemas de conservação. A Prefeitura garante manutenção contínua, mas moradores dizem que não é suficiente.
No Parque Takebe, a moradora Gisele Rocha relata que o lago, que antes abrigava patos, tartarugas e pequenos macacos, ficou sem cuidados. “Em períodos como Natal e Ano-Novo, moradores chegaram a levar alimentos porque os animais estavam sem assistência”, conta. Segundo ela, alguns animais desapareceram: “Ouvi relatos de que algumas pessoas teriam levado filhotes de patos e até tartarugas. É muito triste, porque o parque sempre teve muitos animais.” Ela também aponta água suja, grama sem manutenção e uma quadra abandonada, além de insegurança ligada ao consumo de drogas em áreas de mata: “Evito caminhar sozinha em certos horários, porque sinto medo.”
Em resposta, a Prefeitura informou que o parque não abriga mais animais sob gestão municipal — eles foram encaminhados no fim de 2025 à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A administração afirma realizar limpeza diária pelas equipes responsáveis e manter a Guarda Civil Municipal (GCM) presente dia e noite no local.
Já no Parque Ecológico do Eldorado, moradores relatam a depredação da cabine de atendimento, com vidro quebrado sem reparo. Um morador questiona: “Onde estão as câmeras de segurança para que os culpados sejam punidos?” A Prefeitura respondeu que mantém policiamento preventivo permanente no local, com a sede da Inspetoria Sul da GCM inaugurada em dezembro de 2025 e plantão 24 horas dentro do parque. Em nota, a administração reconhece que “apesar da presença constante da GCM, ainda são registrados casos isolados de depredação” e afirma que, “sempre que os autores são identificados, são adotadas as medidas legais cabíveis.”
A bióloga Marta Marcondes, da USCS, explica que os parques urbanos regulam o clima, auxiliam na drenagem urbana e na saúde mental da população, funcionando como corredores ecológicos capazes de reduzir a temperatura local em até 2°C. Ela recomenda não alimentar animais silvestres, evitar som alto, controlar os pets e respeitar a sinalização dos espaços.
Fonte: Repórter Diário