Papangu lança ‘Celestial’, álbum gravado 100% em fita analógica

Redação 11 de ago. de 2026 2 min de leitura
Leia Contexto Redação

Existe uma linha evolutiva clara entre “Holoceno”, “Lampião Rei” e agora “Celestial”, novo álbum da banda paraibana Papangu. “Holoceno” já mostrava uma banda disposta a romper fronteiras; “Lampião Rei” ampliou essas possibilidades; “Celestial” mostra uma banda que já não precisa procurar identidade — ela a encontrou. Referências como rock progressivo, jazz, peso, psicodelia, música brasileira e experimentalismo aparecem, mas o resultado soa como Papangu, não como colagem.

O disco foi gravado inteiramente em fita magnética, sem uso de computadores ou inteligência artificial, em Berlim, com o produtor Richard Behrens. A banda também roda turnê pelo Brasil e pela Europa ao longo de agosto.

O álbum abre com “Mau-Olhado”, Hammond progressivo que dá lugar a bateria frenética e vocal acelerado. “Colosso” traz uma pegada jazz que contrasta com a abertura. “Fechamento de Corpo”, a faixa mais longa, começa nos teclados e voz delicada, ganha tensão a partir dos quatro minutos com baixo e bateria em destaque, teclas nervosas, vocal gutural e solos de guitarra insanos no fim. “Afirmação” tem abertura percussiva e remete às origens do rock progressivo brasileiro, até os vocais entrarem e revelarem o que a crítica descreve como o “puro suco” da banda. O disco fecha com a pequena peça instrumental “Outro”.

Para a crítica especializada, “Celestial” não rompe com os discos anteriores — dá continuidade ao que a banda vinha construindo, sem abandonar conquistas passadas: “o Papangu transcende suas referências e encontra seu próprio universo. E, dentro dele, entrega um dos melhores álbuns do ano.”

Fonte: Rock On Board