TSE mantém barrada candidatura de Garotinho, TRE-RJ marca retotalização para sábado e campanha de Paes recorre ao STF
Redação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta quinta-feira (8) o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro, o que anula os 274.411 votos recebidos por ele no 1º turno. A candidatura havia sido barrada pelo TRE-RJ por condenação por improbidade administrativa; a defesa argumentou que o período de inelegibilidade já estava cumprido, mas o TSE não acolheu a tese. O nome de Garotinho permaneceu na urna porque a decisão do TRE-RJ saiu depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.
Com a decisão, o TRE-RJ marcou para sábado (10), às 15h, a retotalização dos votos para governador, sob a presidência do desembargador Claudio de Mello Tavares. O procedimento não é uma recontagem: os dados das urnas continuam os mesmos, mas a Justiça Eleitoral passa a considerar apenas os votos juridicamente válidos. O total de válidos cai para 8.394.627, e o mínimo para vencer no 1º turno é de 4.197.314 votos. Douglas Ruas (PL) tem 4.271.199 votos (50,88%) e Eduardo Paes (PSD), 3.706.984. Os votos de Garotinho não foram transferidos a nenhum candidato, e a vantagem de Ruas, de 564.215 votos, não mudou. Antes da anulação, Ruas tinha 49,27% e Paes, 42,76%, e o TRE-RJ chegou a declarar o 2º turno no domingo (4).
A coligação de Paes pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da decisão da Justiça Eleitoral. O ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator; Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça ficaram fora do sorteio por terem participado do julgamento no TSE. Os advogados de Paes sustentam que negar o 2º turno desprestigia a vontade dos eleitores fluminenses, e a campanha diz seguir confiante na realização da nova votação.
Em pronunciamento no Rio, Ruas afirmou que a decisão do TSE é clara e deve ser respeitada, criticou a judicialização da disputa e se apresentou como governador. Disse que fará transição harmoniosa e que priorizará o combate ao crime organizado. Ainda não há decisão do STF sobre o pedido.
Foto: Douglas Ruas (PL) faz pronunciamento no Rio de Janeiro após a decisão do TSE, em 8 de outubro de 2026 (Fernando Frazão/Agência Brasil).
Fonte: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil (STF)
Fonte: Poder360