Seca atinge todas as regiões do Brasil e territórios indígenas na Amazônia, mostra levantamento
Redação
Um novo balanço mostra que todas as cinco regiões do Brasil registraram algum grau de seca em julho de 2026, com pelo menos 157 municípios classificados em situação de “seca severa” — quadro que combina queda acentuada de umidade do solo e estresse hídrico na vegetação, com impacto direto sobre a agricultura.
Na Amazônia, que já sofreu secas históricas em 2023 e 2024 com rios em níveis mínimos recordes, o cenário voltou a se agravar: segundo o Cemaden, o número de territórios indígenas em seca severa saltou de três em junho para 17 em julho. Entre as áreas mais afetadas estão o Alto Rio Negro e Parintins, no Amazonas, o território Kaiapó, no Pará, e regiões do Tocantins e do Araguaia, entre Mato Grosso e Tocantins.
Populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares — que dependem diretamente de recursos naturais para sobreviver — são os mais afetados por essa estiagem. A previsão de um El Niño mais intenso entre agosto e outubro deste ano acende alerta para secas ainda mais severas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O tema entra na pauta internacional a partir de terça-feira (18), quando começa em Ulaanbaatar, na Mongólia, a COP17 de Combate à Desertificação, que vai até o dia 28. O Brasil integra desde 2024 a Aliança Internacional para Resiliência à Seca (IDRA) e deve levar à conferência o quadro de agravamento observado neste ano.
Fonte: Agência Brasil