Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano

Redação 27 de jul. de 2026 2 min de leitura
Leia Contexto Redação

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PrEP), aplicada por injeção, para a prevenção do HIV. Trata-se do medicamento carbotegravir, que impede a replicação do vírus de forma prolongada e pode ser tomado a cada dois meses.

O pedido de inclusão vai ser encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na semana que vem. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo ainda negocia com a farmacêutica GSK o custo final do medicamento e quantas doses serão compradas.

“Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo aos sistemas nacionais de saúde, com os preços adequados, não preços estratosféricos”, declarou o ministro em coletiva de imprensa antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro.

Um outro medicamento, o lenacapavir, concede proteção ainda mais prolongada, por seis meses, mas foi ofertado por um valor considerado inviável pelo governo brasileiro, segundo Padilha.

O SUS já oferece a PrEP em versão oral, sob a forma de comprimidos diários, e mais de 350 mil pessoas já tiveram acesso ao medicamento. Estudo da Fiocruz mostrou que 83% dos participantes preferiram a versão injetável, e nenhum deles foi infectado pelo vírus durante o acompanhamento.

Fonte: Agência Brasil